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CONHECENDO A NOSSA FÉ


MATERNIDADE: TÃO HUMANA E TÃO DIVINA

MAIO - MÃES - NOSSA SENHORA

Devotos e devotas de Nossa Senhora Mãe dos Homens, estamos no Advento do mês de maio; e, este mês, no Hemisfério Sul, na graduação do tempo, é entendido como auto de outono, pois se situa as portas do inverno.

Para nós cristãos e católicos, marianos, percebemos que maio e mãe tem tudo a ver, quando os entendemos em correspondência; pois, maio, por estar relacionado com as mães, existencialmente, faz referência ao amor; de outro lado, maio, por estar relacionado com o outono, existencialmente, faz referência à morte.

Amor e morte, duas forças que continuamente estão a duelar nas circunstâncias existenciais, nas quais se desenvolve a vida. Mãe e outono, duas expressões que estão a duelar nas circunstâncias existenciais, nas quais nos encontramos existencialmente. Desta forma, naturalmente, por analogia, correlacionamos mãe com o amor e outono com a morte.

Diante do fenômeno das forças da vida, quando a morte mostra seus sinais precisamos vislumbrar fianças do amor para não sucumbirmos no processo da vida. Por isso, no mês de maio celebramos o dia das mães.

A partir do preambulo esboçado acima, somos convidados a lembrar que em Cântico dos Cânticos (8,6) está escrito: “...o amor é forte como a morte...”. Em toda a Sagrada Escritura temos esta verdade: o amor está duelando com a morte. Em Jesus, encontramos a vitória do amor. Mas, esta vitória está em andamento, passando pelos nossos dias, até o momento em que Cristo, ao ter recapitulado tudo, entregará o Reino ao Deus Pai (cf. 1Cor . 15,24).

Com o que foi dito acima, já podemos ter uma ideia do porquê do Dia das Mães ser celebrado no mês de maio e compreendemos a “necessidade de celebrar” a data. Nós temos confiança no amor e somos seguros na sua vitória.

Diante da possibilidade da ausência do amor, a força da morte, Deus, na sua onisciência, ao conduzir a história das suas criaturas, dita da salvação, correlacionou a maternidade com o amor. Deus, desde o interno de sua trindade, criou as coisas por amor. Deus, sendo amor, confia esta capacidade de amar àqueles que criou e, principalmente, porque viu que estes eram muito bom (cf. Gn 1,31). Deus confiou a capacidade de amar aos homens e mulheres; de modo especial às mulheres, por gerarem um ser em seu ventre; esta capacidade as torna incapazes de esquecer esta transformação em suas vidas (cf. Is 49,15).

A maternidade que nos gera a vida, é a força do amor mais próxima que temos a nós, depois do amor de quem nos chamou a vida – Deus. Maternidade é uma capacidade humana que, em si, é um presente de Deus à humanidade, para que esta, habilitada por este dom, possa contribuir com Deus na geração e regeneração de toda a criação. Este convite de Deus está presente na Criação do homem e da mulher, no Livro do Gênesis (1,28), como também na renovação de todas as coisas, no Livro do Apocalipse (21,5).

Maria, mãe de Deus e de toda a humanidade, mãe dos homens, da criação até a “maturidade dos tempos” (cf. Gl 4,4), por sua maternidade, é perspectiva. Dos tempos cristãos, por sua maternidade, ela é retrospectiva. Jesus é o centro e Maria, por ser a mãe de Deus, é central na história do amor. É em Maria, aos pés da cruz, que vemos que de fato o amor é tão forte quanto a morte. O amor nos é oferecido por gratuidade. Diante do amor, é amar ou não amar. O amor está ao alcance de nossas mãos, somos nós que o escolhemos (cf. Dt 30,14-15).

Para concluir, transcrevemos o verso que o Pe. Zezinho, numa inspiração divina, cantou a Maria, mãe de Deus e nossa: “Maria que eu quero bem, Maria do puro amor. Igual a você, ninguém. Mãe pura do meu Senhor. Em cada mulher que a terra criou, um traço de Deus Maria deixou, um sonho de Mãe Maria plantou, pro mundo encontrar a paz; Maria que fez o Cristo falar, Maria que fez Jesus caminhar, Maria que só viveu pra seu Deus, Maria do povo meu”.

Todos nós somos filhos, portanto no dia das mães, se vivas um grande abraço e pedido de perdão por tudo que as fizemos chorar, no silêncio do seu quarto. Às mães falecidas, nossa prece eucarística para que a misericórdia do Senhor as tenha junto  a si, por esta entrega ao amor que se deram, ao nos ter gerado.

A todas as mães, em Maria, desejamos um feliz e santo Dia das Mães, dia do amor.

Padre Frei Marcos R. Huk.

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