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COMO E QUANDO SURGIU O DÍZIMO? (parte 1)


COMO E QUANDO SURGIU O DÍZIMO? (parte 1)

 

É importante que se conheçamos as origens do dízimo. Só podemos aderir a algo se o conhecermos, entendermos a sua criação, sabermos seu significado, conhecermos seus objetivos. Entender as origens de algo é importante para entendermos a sua profundidade e razão de ser, para não corrermos o risco de transformar esta devolução a Deus em um ato mecânico, restrito ao âmbito financeiro, desligando-se do seu sentido original.

Para começarmos a explicação é preciso deixar claro que o Dízimo não foi inventado pela a Igreja, que ela não tirou esta ideia do nada. O Dízimo é uma resposta do homem e da mulher à bondade e à misericórdia de Deus. Separar uma parte do que se recebe e levar para a obra do Senhor é costume que tem cerca de quatro mil anos ou mais. “Desde os inícios, os cristãos levam, com o pão e o vinho para a Eucaristia, seus dons para repartir com os que estão em necessidade. Este costume da coleta, sempre atual, inspira-se no exemplo de Cristo que se fez pobre para nos enriquecer” (CIC, 1351)

Os israelitas foram o primeiro povo a crer em um Deus único, governante do universo e que nossa vida é fruto do Seu querer. Passou a ser parte integrante da vida deste povo o ato de agradecer a Deus o dom da vida, retribuindo com ofertas o que de Deus recebeu. E eles retribuíam as graças e dons recebidos de Deus oferecendo a Ele a décima parte de seus bens. O dízimo é, portanto, uma das mais antigas formas de agradecimento do ser humano a Deus. Os cristãos herdaram do povo judeu esta forma de prestar sua homenagem ao Criador.

No Antigo Testamento verifica-se a prática do Dizimo, quando as pessoas reconheciam a ajuda de Deus em tudo que produziam e ofertavam a décima parte das colheitas ou dos animais nascidos aos sacerdotes nos templos. Podemos citar entre tantas outras passagens: “Abraão deu ao Senhor a décima parte de tudo” (Gen. 14,20). Jacó disse: “Eu te darei a décima parte de tudo o que me deres” (Gen. 28,22). Em Malaquias (3, 8-10) Deus reclama do povo o cumprimento do dízimo, em sinal de confiança nas graças que só Ele pode proporcionar: Pode o homem enganar o seu Deus? Por que procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos temos enganado? No pagamento dos dízimos e nas ofertas. Fostes atingidos pela maldição, e vós, nação inteira, procurais enganar-me. Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência - diz o Senhor dos exércitos - e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha bênção sobre vós muito além do necessário. (Mal 3, 8-10)

Os israelitas entregavam suas doações em um cesto (sportula), que eram depositados no altar e ali se prostravam diante de Deus (cf. Dt  26, 2-12). Esta passagem demonstra o ritual que se cumpria para a doação das ofertas entre os antigos povos, caracterizando o sentido religioso desta doação (continua no próximo informativo).

 

Pe. Alirio Leandro

 

 

ORAÇÃO NA CASA DA FAMÍLIA DIZIMISTA

 

Missionário: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Todos: Amém

Missionário:Que a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Amor do Pai e a Comunhão do Espírito Santo estejam sempre nesta casa.

Todos: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Missionário: Do Coração de Jesus brota a Paz e o Amor de que precisamos. Neste mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, vamos rezar juntos a oração que santa Margarida Maria Alacoque rezava:

A ANUNCIAÇ...Leia mais

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